O Poder do Feminino na Liderança da Cultura Popular Maranhense: História, Memória e Legado
Este é um projeto de pesquisa sobre comunidades tradicionais e ancestralidade africana – a posição da mulher e do feminino em religiosidades de matriz africana e cultura popular no Maranhão aonde eu entrevisto líderes comunitárias que fazem a diferença neste estado. É conduzido pelas Professoras Dra Marilande Martins Abreu, do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Maranhão e Simone Ferro do Departamento de Dança na Universidade do Wisconsin em Milwaukee nos Estados Unidos e tem apoio da Fulbright Brasil, UFMA, e UWM.
Este é um projeto de pesquisa sobre comunidades tradicionais e ancestralidade africana – a posição da mulher e do feminino em religiosidades de matriz africana e cultura popular no Maranhão aonde eu entrevisto líderes comunitárias que fazem a diferença neste estado. É conduzido pelas Professoras Dra Marilande Martins Abreu, do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Maranhão e Simone Ferro do Departamento de Dança na Universidade do Wisconsin em Milwaukee nos Estados Unidos e tem apoio da Fulbright Brasil, UFMA, e UWM.
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Nov 8, 2023
Dra Mundicarmo Ferretti Podcast
Nov 8, 2023
Nov 8, 2023
1 hr 34 min
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho a honra de estar entrevistando a Doutora e Mestre em Antropologia e Mestre em Administração Pública, Professora Emérita da Universidade Federal do Maranhão e da Universidade Estadual do Maranhão, Dra. Mundicarmo Maria Rocha Ferretti.
Conhecida nacionalmente por suas pesquisas sobre religiões de matriz Africana e do rico folclore maranhense, Dra. Mundicarmo nasceu em Pau dos Ferros, no sertão do Rio Grande do Norte, chegando ao Maranhão com onze anos. Estudou no Colégio Santa Teresa em São Luiz e fazendo graduação em Filosofia na Universidade Federal do Maranhão e Mestrado em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas. Mais tarde realizou um segundo mestrado, com ênfase em Antropologia, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte tendo como foco a música de Luiz Gonzaga. Concluiu sua formação acadêmica na Universidade de São Paulo, realizando doutorado em Antropologia defendendo a tese O caboclo no Tambor de Mina na dinâmica de um terreiro de São Luís: a casa Fanti-Ashanti.
Entre 1991 e 2010 foi secretária administrativa do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro Brasileira (INTECAB-MA). Desde 1992, é membro da Comissão Maranhense de Folclore e membro titular da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Professora Emérita e Titular da Universidade Estadual do Maranhão; Professora e Colaboradora da Pós-Graduação em Políticas Públicas e em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão onde é vice coordenadora do Grupo de pesquisa em religião e cultura popular GPMINA, e da Universidade Estadual do Maranhão. Dra. Mundicarmo possui vários trabalhos premiados for órgãos de cultura locais e nacionais e alguns também divulgados no exterior. Foi companheira de muitas décadas do saudoso antropólogo Prof. Sergio Ferretti.
Nov 8, 2023
1 hr 34 min

Jul 21, 2023
Cintia Guajajara Podcast
Jul 21, 2023
Jul 21, 2023
33 min
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar a ativista, líder comunitária, escritora, cantora, guardiã e defensora dos direitos indígenas, Cintia Tenetehára, mais conhecida como Cintia Guajajara.
Nascida de uma união entre a cultura indígena e a do homem branco, na Aldeia Lagoa Quieta, localizada na Terra Indígena Arariboia, na região sul do Maranhão, Cintia cresceu em uma família de liderança, sempre tendo uma relação íntima com a Mãe Terra. Estudou em Campo Formoso, indo para a cidade grande muito cedo. A partir de 1992, começou a ensinar a língua indígena na aldeia a pedido do seu Pajé.
Cintia é formada em Ciência da Educação pela Universidade Federal de Goiás, e é a primeira mulher mestre em linguística Guajajara, observando uma pedagogia progressista ensinando o método Freiriano. O estudo e a imersão no meio acadêmico ampliou a importância da sua reivindicação das identidades étnicas.
Em sua longa jornada como ativista, ela abraça a causa das mulheres indígenas visando o seu empoderamento e autonomia e incluindo sua participação na politica. Foi candidata à vereadora de Amarante do Maranhão, quando levantou discussões em torno das espiritualidades indígenas relacionando-as a saúde e cura desses povos, além de reconhecer a importância das questões relacionadas ao meio ambiente.
Cintia articulou a criação da AMIMA (Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão), onde hoje é Vice Coordenadora, e é presidente do conselho da UMIAB (União das Mulheres Indígenas da Amazonia Brasileira).
Ela luta pelo movimento indígena, memória dos seus antepassados, e sua força espiritual auxilia na luta contra o racismo e o preconceito. Cintia acredita no protagonismo das mulheres nos movimentos sociais. Ela é prima de Sonia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Jul 21, 2023
33 min

Jun 11, 2023
Emília Nazar Podcast
Jun 11, 2023
Jun 11, 2023
59 min
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar a empresária, delegada cultural e líder comunitária Emília Nazar.
Dona Emília nasceu em 1959 no povoado do Pindobal, no município de Cachoeira Grande, hoje chamado Cachoeira de Morros, na região do Munim, no mesmo ano em que foi fundado o Bumba-Meu-Boi de São Simão pelo seu pai José Ribamar Nazar. Ela cresceu no meio do Bumba-meu-boi sotaque de orquestra, como é tocado e representado na região do Munim.
Com a morte do seu pai, passou a liderar o grupo juntamente com os seus irmãos, seguindo os passos do seu pai. Em 1984, nasce a Sociedade do Bumba-meu-boi de São Simão e a construção da sede também é estabelecida.
Após terminar a faculdade de Direito, ela exerce a profissão por apenas cinco anos, quando deixa a prática para se dedicar inteiramente à liderança do grupo. Aí começa a sua longa e bem-sucedida trajetória como empreendedora cultural e líder comunitária, desenvolvendo espetáculos folclóricos de destaque onde se celebra a tradição do Bumba-meu-boi do interior do Maranhão, valorizando ao mesmo tempo a música, os costumes, os bordados, o artesanato, as danças, os saberes da região e as inúmeras comunidades que compõem o grupo.
Sob a sua liderança generosa, porém firme e visionária, hoje o grupo conta com mais de 120 integrantes entre brincantes, músicos e vários membros da comunidade que acompanham os espetáculos e dão apoio aos participantes.
Com uma agenda repleta de encontros, celebrações, apresentações e eventos religiosos, o grupo se apresenta em arraiais, palcos e praças tanto na ilha de São Luís, quanto por todo o Maranhão. O objetivo é compartilhar com o público as tradições populares do Bumba Boi. A criatividade expressada nas composições musicais, na arte presente em cada um dos participantes e na expressão e valorização da cultura popular maranhense, fazem com que o trabalho do grupo seja reconhecido na em todo o Maranhão.
Jun 11, 2023
59 min

Mar 26, 2023
Ieda Maria Silva Podcast
Mar 26, 2023
Mar 26, 2023
1 hr 39 min
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar a ativista, e líder comunitária Ieda Maria Silva.
Nascida na Ponta do São Francisco, em São Luís, em 1963, Ieda cresceu numa família com recursos modestos. Aprendeu cedo as tarefas domésticas e a sobreviver num mundo repleto de opressão, desigualdade e racismo. Sua vida como ativista começou a partir do momento que a família mudou para o bairro Novo Sá Viana, área que na época foi muito contestada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Seguindo o legado de outras líderes comunitárias femininas, Ieda começou a ensinar na escola dominical na Igreja da Assembleia de Deus aos quatorze anos. O legado no movimento comunitário iniciou dentro da igreja quando, em companhia de outras moças, ela passa a liderar uma campanha contra a fome conhecida como “A Campanha do Quilo”. Sua liderança incansável, sobretudo com aspectos relacionados à falta de ação do poder público em comunidades mais carentes, lhe rendeu muita credibilidade. Ajudou a criar a União de Moradores da Vila Embratel, que chegou a ter mais de dois mil membros. Mesmo afiliada ao Partido dos Trabalhadores, continuou a trabalhar na igreja e a ser respeitada por tudo o que fazia em prol da comunidade. Se casou e, em 1994, começou a vender lanches na Universidade Federal, local onde ficou por muitos anos e ganhou autonomia e conhecimento para desenvolver a sua militância defendendo os direitos dos moradores da Vila Embratel e do eixo Itaqui-Bacanga. Trabalhou com a UEMA e com a União da Vila Monte em projetos de alfabetização ajudando a formar pedagogas que hoje ocupam posições de liderança. Foi candidata a vereadora, deputada estadual e deputada federal. Em 2014, mudou-se para a comunidade do Cajueiro, na zona rural de São Luís, onde continuou o seu ativismo e defensoria dos direitos sociais e fundiários. Hoje, prestes a concluir a graduação em Ciências Sociais pela UFMA, ela continua defendendo os direitos da comunidade do Cajueiro, onde detém um vasto conhecimento histórico e social da região.
Mar 26, 2023
1 hr 39 min

Dec 28, 2022
Mãe Venina Podcast
Dec 28, 2022
Dec 28, 2022
1 hr 3 min
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de estar entrevistando Ialorixá Maria Venina Carneiro Barbosa, mais conhecida como Mãe Venina.
Mãe Venina nasceu em 1956 no bairro da Madre de Deus, em São Luíz, no Maranhão. Filha de Santo do saudoso Pai Euclides da Casa Fanti-Ashanti, ela é guardiã do Terreiro Ilê Axe Alabedê Ti-Olodumaré, localizado no município de Passo do Lumiar, na ilha de São Luíz. Teve seu primeiro transe quando criança, mas passou a receber encantados com mais frequência, por volta dos 18 anos. Cursou Teologia Cristã para entender as manifestações espirituais que aconteciam com ela. Na sua longa e eclética experiencia de vida foi também armadora da seleção de basquete do Maranhão. Após uma rápida experiência com maracá, foi iniciada no Candomblé́ na Casa Fanti-Ashanti. Hoje, como Ialorixá, ela é líder comunitária e possui grande conhecimento, tanto da historia do Tambor de Mina no Maranhão quanto do Candomblé. Mãe Venina é filha de Ogum e de Iemanjá.
Dec 28, 2022
1 hr 3 min

Nov 9, 2022
Socorro Nascimento Podcast
Nov 9, 2022
Nov 9, 2022
1 hr 33 min
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar a produtora rural, ativista, sindicalista e líder comunitária Socorro Nascimento.
Nascida na comunidade quilombola Estiva Dos Mafras, no município de Mirinzal, na Baixada Maranhense, Socorro começou a sua militância com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e com a igreja Católica, trabalhando nas questões do conflito agrário pelo reconhecimento das terras onde residia a sua família, hoje reconhecida pela Fundação Palmares. Na sua trajetória, ela também trabalhou com questões habitacionais e de infraestrutura. Focada no movimento negro, Socorro atuou com a Sociedade de Direitos Humanos, com a CCM e na organização da Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, criada no quilombo do Frechal, que foi o primeiro quilombo da região de Mirinzal a discutir a regulamentação fundiária. A sua participação no movimento sindical foi consolidada com a presença na Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão – FETAEMA, onde atuou como Secretária Geral e foi a primeira mulher a ocupar a posição de Vice-presidente e Presidente. Em 2015, foi convidada a fazer parte da Secretaria de Igualdade Racial no governo de Flávio Dino, no qual ajudou a criar o programa Maranhão Quilombola, trabalhando com mais de 30 municípios do Maranhão com menor Índice de Desenvolvimento Humano. Hoje, Socorro continua a sua jornada de defesa dos direitos da terra, da luta pelo fim do trabalho escravo no Maranhão, do assalariado rural, e da representação e liderança feminina no movimento sindical.
Nov 9, 2022
1 hr 33 min

Oct 8, 2022
Jô Brandão de Nanã Podcast
Oct 8, 2022
Oct 8, 2022
57 min
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar Ialorixá Jô Brandão de Nanã. Ela é promotora cultural e audiovisual na área de cinema, gestora pública e ativista, onde luta pelos direitos humanos, contra o racismo e pelo fortalecimento de povos e comunidades tradicionais, mais especificamente dos povos tradicionais de terreiro.
Nascida em 1968, na comunidade de Salobo, num quilombo no interior do município de Bacabal, no Maranhão, comunidade essa que foi extinta em 1974. Aos 13 anos, ela começou a sua longa jornada de militância e defesa dos direitos humanos através da Igreja Católica, na Teologia da Liberação, sempre voltada às Comunidades Eclesiásticas de Base. Sempre estudando, foi através da sua atuação com a Igreja Católica que começou a formação política, se afiliando ao Partido dos Trabalhadores. Há 18 anos, Jô Brandão pratica o Candomblé e como Ialorixá está à frente do Coletivo Dan Eji, que promove o fortalecimento das tradições culturais de Matriz Africana e Afro-brasileiras visando a proteção e a valorização de bens culturais da diáspora africana. Este tem uma atuação contra o racismo religioso, principalmente contra as mulheres, e tem atuação na preservação do meio ambiente e acesso à justiça dos povos tradicionais de Terreiro, com ênfase nas mulheres, e realiza o acompanhamento de políticas públicas de enfrentamento ao racismo. Jô Brandão é membro do Fórum Estadual de Mulheres de Axé, da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde e umas das coordenadoras do Comitê Afro-Religioso do Combate ao Covid no Maranhão. Foi gestora de programas e projetos no Ministério da Cultura por seis anos em Brasília, na gestão do PT. Foi assessora da Coordenação Nacional de Quilombos por muitos anos, onde coordenava projetos voltados para crianças quilombolas, e membro da Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais por dois mandatos. Hoje, Jô Brandão é Assessora Especial da Secretaria de Educação, na Escola de Cinema do Instituto de Educação do Maranhão (IEMA), em São Luiz, e continua na sua trajetória de luta para o fortalecimento de povos e comunidades tradicionais.
Oct 8, 2022
57 min

Sep 1, 2022
Dona Benedita (Bita) Arouche Podcast
Sep 1, 2022
Sep 1, 2022
1 hr 2 min
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de estar entrevistando D. Benedita Arouche presidenta do Bumba-Meu-Boi de Pindaré sotaque da Baixada, em São Luíz, Maranhão, Brasil.
Nascida em Iguarapiranga, no interior de São Vicente Ferrer, na Baixada Maranhense, Dona Benedita, carinhosamente conhecida como D. Bita, conheceu a brincadeira do Bumba-meu-boi através do seu tio. Após a mudança para São Luís, começou a apoiar seu pai, que já estava na liderança do Boi de Pindaré - hoje localizado no Bairrode Fátima. Começou a trabalhar desde cedo e, aos 14 anos, já ajudava financeiramente a brincadeira do pai. Após a morte de seu pai, em 2003, Dona Bita trabalhou com afinco para resgatar documentos e atas do grupo, enquanto aprendia todos os diferentes aspectos da brincadeira. Hoje, à frente do boi, ela é empreendedora cultural e dirige todas as atividades administrativas do grupo, incluindo a organização de apresentações na capital e no interior, que envolve a logística de 95 brincantes vindos tanto de São Luís como do interior. Dona Benedita é também líder comunitária enquanto ela abraça a sua liderança no boi com muita dedicação e amor.
Sep 1, 2022
1 hr 2 min

